Odontologia humanizada e diversidade cultural

Odontologia

Diversidade na odontologia humanizada

Como as características socioculturais influenciam o trabalho dos cirurgiões-dentistas. 

A odontologia é configurada de formas diferentes a depender de onde é exercida. Se por um lado a profissão e o posicionamento de mercado são pautados por tendências, técnicas, novas tecnologias e modelos de negócios. Por outro, é fundamental compreender os aspectos socioculturais, políticos e econômicos da região onde se pretende atuar. 

As necessidades sociais da população, a cultura e governabilidade de cada região, refletem diretamente no modelo de prestação de serviços de saúde.

Frente a essa diversidade de situações, pessoas e comportamentos a odontologia humanizada tem se apresentado como tendência e requisito para a atuação profissional dos cirurgiões-dentistas. 

A Dental Speed apoia a diversidade, para que todos os sorrisos sejam respeitados e valorizados no mundo. Conta com a gente. Pela inclusão e pelo respeito.

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Diversidade e competências socioculturais na odontologia

Mas, como os aspectos socioculturais afetam o seu atendimento odontológico, consultório ou clínica?

Considerando o atendimento odontológico como parte da saúde coletiva, o papel do dentista não está restrito às consultas clínicas ou procedimentos. Sendo dever zelar pela saúde do paciente como um todo, a odontologia humanizada considera também as condições da vida e trabalho que podem afetar o estado de saúde do indivíduo. 

Diante da diversidade de condições sociais, econômicas, culturais, étnicas e comportamentais, o dentista precisa desenvolver competências interculturais que reforcem e sustentem a relação com o seu paciente, dentro do contexto de vida dele. Em outras palavras: oferecer um atendimento humanizado, orientado à diversidade e multiculturalidade. 

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Odontologia inclusiva e acolhimento ao paciente 

Há competências que podem ser consideradas inerentes ou no mínimo essenciais para quem se propõe ao exercício da odontologia. 

“No momento em que sou admitido como Cirurgião-Dentista, juro: consagrar minha vida a serviço da humanidade

diz o início do juramento do Dentista da OMS .

Ressaltando a importância da competência intercultural da profissão. Isto é, ter habilidade de lidar com diferentes valores e comportamentos, sem julgá-los.  

ter a saúde do meu paciente como a minha maior preocupação; jamais permitir que preconceitos de religião, nacionalidade, raça, credo político ou situação social se interponha entre os meus deveres e meu paciente; conservar o máximo de respeito pela vida humana”. 

expressa mais uma parte do juramento do dentista da OMS.

No rol das diversidades, a prática da odontologia humanizada também alerta para a empatia e acolhimento da população socialmente vulnerável, bem como às minorias sociais e populações socialmente excluídas. 

Como proporcionar um atendimento odontológico inclusivo e humanizado 

Empatia é a palavra-chave para conquistar seus pacientes. Mas, o que mais você pode fazer além de prestar um atendimento mais atencioso?  

A satisfação do seu paciente é o que gera credibilidade para o seu trabalho. Proporcionar um atendimento acolhedor e seguro é o primeiro passo para conquistar a confiança da clientela. Entender como as condições de vida dele afetam a saúde também é um ato de humanização. 

O cuidado nos detalhes, desde o agendamento até o final do tratamento, além de uma forma de cultivar uma relação de bem-estar pode ser uma estratégia de fidelização.  

Aqui listamos alguns pontos de atenção orientados à odontologia humanizada que fazem toda a diferença na percepção e valorização dos pacientes com o seu trabalho. 

Consultório inclusivo:  

Deixar o consultório com menos cara de hospital, além de poroprcionar maior sensação de bem-estar pode proporcionar um alívio ou mais acolhimento para aqueles pacientes com algum tipo fobia de médicos ou ambientes clínicos. 

Adaptações no consultório podem ser necessárias para atender a pacientes com necessidades especiais. De acordo com o Censo 2010, quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou ter algum grau de dificuldade em pelo menos uma das habilidades: enxergar, ouvir, caminhar ou declarou possuir deficiência mental/intelectual. É fundamental estar preparado para acolhê-los com conforto e segurança. 

Confira o artigo que preparamos para instruí-los no atendimento de pacientes com necessidades especiais:  

Converse com o seu paciente:  

O primeiro contato com o paciente é o momento de acolhê-lo com empatia e ouvi-lo atentamente. Sabendo que a saúde bucal tem relação direta com a saúde do corpo inteiro e que um diagnóstico preciso é capaz de identificar diversas patologias; conhecê-lo profundamente, enquanto suas condições de vida, hábitos e rotinas, pode contribuir para o diagnóstico e para fortalecer o relacionamento com o paciente gerando segurança e confiança. 

Investigar o problema é tão importante quanto tratar uma dor. Assim como orientar e explicar todos os detalhes do tratamento, com empatia, para que ele compreenda todas as opções.

Que tal mais algumas dicas para caprichar na primeira consulta.

Mostre que você se importa:  

Estar conectado com as mudanças de comportamento, paradigmas e ouvir as reivindicações sociais pode ser uma oportunidade de mostrar que você se importa com os seus pacientes além do consultório, adotando atitudes que fazem a diferença na vida das pessoas. Ouví-lo é o primeiro passo para compreendê-lo. Você também pode perguntar a eles como pode ajudar.  

As minorias sociais e as populações socialmente excluídas valorizam e precisam de ações de acolhimento. Uma atitude simples é incluir um campo para nome social na ficha de cadastro dos seus pacientes e orientar a sua equipe para o atendimento humanizado.

Outra forma de contribuir é participando de algum trabalho voluntário ou apoiar alguma ação social. Inclusive, a Dental Speed pode te ajudar nessa missão solidária, com o projeto Guardiões do Sorriso. Fornecendo gratuitamente kits de saude bucal para dentistas voluntários desenvolverem projetos com crianças e adolecentes em situação de vulnerabilidade social.

Acompanhe as políticas de saúde coletiva

A prática da odontologia humanizada independe do lugar de atuação do cirurgião-dentista. Como vimos, as relações determinantes no estilo de vida do indivíduo são pautadas por aspectos sociais, culturais, econômicos e demográficos.

Apesar de serem fatores extra odontológicos, é importante entender como funcionam e impactam na vida do paciente e na formatação da profissão. Uma forma de fazer isso é acompanhar como as políticas públicas de saúde se configuram em torno das necessidades da população. 

Saúde coletiva e determinantes sociais 

Além da regulamentação profissional de cada país, estado ou cidade; a distribuição de poder, renda, recursos e estrutura de educação refletem no crescimento ou na escassez da oferta e da demanda dos serviços de saúde. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há determinantes sociais (DSS) que influenciam de maneira direta ou indireta na situação da saúde da população.

“Os determinantes sociais da saúde são as condições em que as pessoas nascem, crescem, trabalham, vivem e envelhecem, e o conjunto mais amplo de forças e sistemas que moldam as condições da vida cotidiana”.  

OMS

Considerando tais fatores, a intervenção do estado tem papel determinante para promoção do que chamamos de saúde coletiva. E neste quesito, o Brasil – apesar das desigualdades ainda latentes – tem conseguido dar bons exemplos com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a integração da odontologia nos serviços básicos, desde 2003.

Com foco no ser humano, não somente nas doenças e técnicas, os programas odontológicos no SUS vem proporcionando um atendimento integrado à toda a população, sem qualquer distinção. 

Brasil, o país da odontologia

O Brasil é o país com o maior número de cirurgiões-dentistas no mundo.

Segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), são mais de 330 mil profissionais ativos, o que corresponde a cerca de 650 habitantes para cada CD, ou cerca de 1400 CD para cada milhão de habitantes. Uma média acima dos países mais desenvolvidos do mundo como Alemanha, Japão, França e Estados Unidos, que tem entre 600 e 800 CDs por milhão de habitantes, segundo o Atlas Global da Odontologia (2010). 

Só nos últimos 10 anos, o número de profissionais no Brasil aumentou mais de 50%, refletindo os avanços principalmente na oferta dos cursos de graduação em odontologia, mas também graças aos avanços nas políticas públicas de atenção à saúde bucal. 

Contudo, a distribuição demográfica destes profissionais pelo Brasil ainda está longe de um parâmetro igualitário. Já que 59% atuam na região Sudeste enquanto o Norte tem apenas 5%, por exemplo.

Um desafio demográfico a ser vencido, mas que já vem sendo estruturado desde 2001, com a inclusão dos serviços odontológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Nacional de Saúde Bucal, o Brasil Sorridente, considerado o maior programa de política pública de saúde bucal do mundo.  

O Brasil Sorridente criou novas oportunidades de atuação para profissionais de saúde bucal. Conforme o relatório ‘SUS e a Saúde Bucal do Brasil (2019)’, organizado pela Faculdade de odontologia da USP (FAOSUP), afirma:

“O Brasil Sorridente tem revolucionado a forma como o Estado cuida da saúde bucal de seus cidadão.

De e 2004 a 2014. o Brasil Sorridente investiu mais de R$ 5 milhões em pesquisa científica, em parceria com universidades e centros de pesquisa. No mesmo período cresceu em 50% o número de cirurgiões-dentistas no SUS.”  

SUS e a Saúde Bucal do Brasil, 2019.

Atualmente, o SUS emprega 30% dos dentistas do país, distribuídos entre: unidades básicas de saúde, centros de especialidades odontológicas e hospitais. 

Mercado e Perspectivas globais sobre a diversidade

O mercado odontológico também é impulsionado pelas condições de saúde bucal da população observando a maneira como governo e cultura influenciam nesse processo para determinar suas ações e investimentos.  

Segundo estudos da companhia holandesa ‘Research and Markets’ o mercado odontológico mundial deve movimentar cerca de US$ 35 bilhões em 2023. O que representa um crescimento médio anual de 5%, desde 2018. 

As próprias indústrias são um campo de atuação para cirurgiões-dentistas que podem trabalhar com pesquisas, testes e consultoria. A quem possa interessar esta área, deve ficar atento às movimentações da indústria e seus interesses, alinhado às condições de saúde coletiva local. 

Em todos os casos, desenvolver um olhar atento aos dados que discutimos nesse artigo, é uma forma de se orientar no mercado de trabalho. 

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Acesse a página da Diversidade da Dental Speed e saiba mais sobre odontologia humanizada.

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Fontes:
FOUSP, 2017. Levantamentos em saúde bucal – Métodos Básicos – 5ª edição.
Ministério da Saúde, 2019. SUS e Saúde Bucal no Brasil.
Revista Brasileira de Epdemologia, 2019. Levantamentos epidemiológicos em saúde bucal: análise da metodologia proposta pela Organização Mundial da Saúde

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