A odontologia inclusiva requer adequações para que o tratamento seja realizado de maneira segura e integral.  

Odontologia Inclusiva 

O processo de promoção de saúde deve ser total e democrático, envolvendo todas as camadas sociais indistintamente e abrangendo todos os segmentos da população.

Partindo-se dos princípios de integralidade e universalidade, um programa de saúde bucal para ser aplicado em um plano de governo e deve compreender o atendimento de pacientes com necessidades especiais e idosos.

Entretanto, além das dificuldades e obstáculos por conta da exigência de recursos financeiros, conhecimento científico e necessidade de atenção especializada, o indivíduo deficiente ainda sofre o estigma da rejeição. Também conhecido como capacitismo, o que dificulta ou impossibilita sua integração.

Nesse sentido, com base nesses aspectos, a Odontologia muitas vezes é excludente, ineficiente e assistencialista.  

Quem são os Pacientes com Necessidades Especiais? 

Os Pacientes com Necessidades Especiais (PNEs) são indivíduos que apresentam uma alteração ou condição, simples ou complexa, momentânea ou permanente, de etiologia biológica, física, mental, social e/ou comportamental, que requer uma abordagem especial. 

Sendo assim, há diferentes classificações na literatura, nessa os pacientes são distribuídos em nove grupos: 

  • Deficiência intelectual;
  • Deficiência física;
  • Desvios psiquiátricos;
  • Distúrbios de comportamento;
  • Doenças sistêmicas crônicas;
  • Deficiência sensorial;
  • Doenças infectocontagiosas;
  • Condições sistêmicas;
  • Síndromes e deformidades craniofaciais.

Diante desses diferentes grupos, fica evidente que esses pacientes representam uma parcela significativa da população. 

Conforme o Censo de 2010 (Pessoas com deficiência | Educa | Jovens – IBGE), 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou ter algum grau de dificuldade em pelo menos uma das habilidades: enxergar, ouvir, caminhar ou possuir deficiência mental/intelectual. 

Além disso, alguns pacientes desses grupos apresentam maior predisposição para o desenvolvimento de alterações ou condições bucais, a depender do tipo de patogenia sistêmica, alteração salivar, dieta cariogênica, alteração muscular e ineficácia da higienização.

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Pontos essenciais para o atendimento 

Quando falamos sobre o atendimento odontológico, a anamnese é um ponto importante para o conhecimento e a individualização do paciente. Ela auxilia no planejamento, diagnóstico e prognóstico do tratamento. 

Contudo, durante o atendimento aos PNEs, a realização da anamnese apresenta ainda maior relevância. Pois, é nesse momento que o profissional irá estabelecer uma relação de confiança com o paciente, além de identificar pontos essenciais para o diagnóstico e tratamento adequados.

Em seguida a anamnese, é imprescindível que seja feito um exame físico minucioso, tanto de forma geral, avaliando os sinais vitais do paciente, quanto de forma locorregional.  

Caso a condição do paciente exija, é importante a presença de um familiar ou acompanhante durante o atendimento odontológico, prestando um suporte. No entanto, o profissional deve ter sempre o cuidado para não subestimar a presença do paciente diante do seu acompanhante.  

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Considerando o número significativo de PNEs e até mesmo uma maior predisposição a doenças bucais, a capacitação dos dentistas para o atendimento especializado, desenvolvendo habilidades e atitudes positivas no contexto social e cultural deve ser incentivado. Assim como o cuidado preventivo odontológico. 

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