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Medo de dentista: Como você pode ajudar seus pacientes com odontofobia?

Para algumas pessoas, a visita ao dentista pode ser um grande obstáculo, podendo causar reações como ansiedade extrema, tremores, em alguns casos, ataques de pânico.

Estamos falando da fobia dental ou odontofobia, um transtorno de ansiedade que vai muito além do medo comum de dentista e pode causar grandes prejuízos a saúde bucal e sistêmica.

Ao longo do texto, vamos explicar o que é odontofobia, incluindo suas causas, sintomas e tratamentos existentes, além de dicas para promover a melhor experiência aos pacientes com essa condição. Continue a leitura!

O que é Odontofobia?

A odontofobia é o termo usado para o medo extremo de qualquer atividade, objeto ou situação relacionados ao dentista.

Esse transtorno é muito mais complexo do que uma simples ansiedade odontológica, e muitas vezes está ligado a outras fobias, como a hemofobia – medo de agulha – e a latrofobia ou síndrome do jaleco branco – temor irracional de profissionais de saúde.

A condição é considerada uma barreira aos tratamentos odontológicos, podendo provocar o agravamento de problemas de saúde bucais e até mesmo sistêmicos.

Para se ter ideia, um estudo sobre fobia dental feito na cidade de São Paulo, identificou que pessoas acometidas por essa fobia demoraram o sêxtuplo de anos para realizarem consultas odontológicas, em comparação com pessoas não-fóbicas.

Logo, é fundamental que o cirurgião-dentista esteja preparado para receber, acolher e tratar esses pacientes, bem como encaminhar casos que necessitem de auxílio psicológico.

odontofobia na odontologia

Quais são as causas da odontofobia?

Ao contrário do que muitos pensam, o medo de dentista não surge necessariamente durante a infância. Ele pode se manifestar em qualquer momento da vida do paciente.

Geralmente, esse transtorno está associado:

  • A experiências anteriores traumáticas com um dentista;
  • A relatos de pessoas que tiveram experiencias negativas com dentistas;
  • Ao medo de sentir algum indício de dor durante o procedimento odontológico;
  • Á vergonha ou medo de ser julgado pela condição bucal ou aparência dos dentes;
  • Á sensibilidade ao ambiente, a objetos e a estímulos, como odores e ruídos.

Sinais e sintomas da Odontofobia

Um paciente com odontofobia pode apresentar diferentes sinais e sintomas.

Essas sensações costumam se manifestar durante ou até mesmo antes da consulta odontológica e incluem:

  • Tensão ou problemas para dormir na noite anterior à consulta; 
  • Nervosismo enquanto aguarda na sala de espera;  
  • Vontade de chorar antes ou durante a consulta;
  • Ansiedade e medo ao ver os instrumentais e as vestimentas odontológicas, como o jaleco branco de dentista.
  • Tremores;
  • Náuseas e demais desconfortos físicos;
  • Dificuldade para respirar; 
  • Ataques de pânico;
  • Dentre outros.

Prejuízos à saúde do paciente

A odontofobia é uma doença que afeta diretamente a qualidade de vida do paciente.

Isso porque, muitas vezes, ela o impede de iniciar um tratamento odontológico, desencadeando diversos problemas, não só bucais como sistêmicos.

Dentre os prejuízos causados pelo transtorno estão:

  • Saúde bucal prejudicada, por conta do agravamento de cáries, doenças gengivais e demais problemas bucais;
  • Dor e desconforto devido a problemas bucais não tratados;
  • Baixa autoestima causada por problemas estéticos, como dentes danificados ou ausentes;
  • Problemas de saúde geral associados à distúrbios bucais não tratados, como doenças cardiovasculares, doenças autoimunes, diabetes e anemia.

Tratamento da Odontofobia

A odontofobia é uma condição séria, que precisa ser tratada com o auxílio de psicólogos e terapeutas.

O tratamento costuma envolver uma avaliação criteriosa para obtenção de diagnóstico e sessões de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Em alguns casos, dependendo do grau de odontologia do paciente, podem ser usados medicamentos para complementar o tratamento psicológico.

Como melhorar a experiência do paciente no consultório?

A forma de lidar com um paciente odontofóbico requer atenção e cuidados específicos. A seguir, confira como garantir uma experiência odontológica mais positiva e menos estressante.

Realize uma anamnese

A anamnese deve ser feita de maneira detalhada buscando compreender o histórico do paciente e suas experiencias anteriores, além dos aspectos do tratamento que ele mais tem receio, como o uso de agulhas, som da peça de mão etc.

A comunicação deve ser empática e acolhedora, com o intuito de estabelecer uma relação de confiança e compreensão mútua.

Faça uma triagem

Antes da consulta, indica-se realizar uma triagem para avaliar os sinais de ansiedade. Pacientes fóbicos costumam apresentar aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, pânico extremo, choro etc.

Desse modo, ao perceber os sintomas da odontofobia, procure tranquilizar o paciente, seja conversando com ele, oferecendo um copo de água, de forma a deixá-lo calmo e confortável.

Promova educação em saúde bucal 

O medo muitas vezes está atrelado à falta de conhecimento sobre determinado tema. Portanto, é fundamental promover a educação em saúde bucal.

Isso inclui desde uma explicação detalhada sobre qual procedimento será realizado e sua relevância para manter a saúde dos dentes até os cuidados diários que o paciente deve ter para assegurar a higiene bucal.

Ofereça um ambiente aconchegante 

Cheiros, sons, cores ou o ambiente odontológico com um todo podem despertar gatilhos de medo nos pacientes odontofóbicos.

Por isso, procure proporcionar ao paciente um ambiente agradável, com elementos, cores e objetos de decoração que fujam do tradicional e despertem sensações positivas, como conforto e acolhimento.

Converse com os pais ou responsáveis

Em caso de pacientes infantis ou que exijam uma atenção especial — como pessoas com deficiência ou idosos — é fundamental manter uma boa comunicação com pais ou cuidadores.

Isso não apenas garante a segurança e colaboração do paciente durante as consultas, mas também permite entender suas necessidades específicas e adaptar os atendimentos de acordo.

Use métodos complementares

Utilizar técnicas complementares pode ser uma ótima maneira de estimular o relaxamento do paciente com odontofobia durante o tratamento odontológico.

Alguns dos métodos alternativos mais utilizados pelos profissionais são a hipnose odontológica e a sedação com inalação de óxido nitroso.

Todas essas abordagens podem ser colocadas em prática para promover um atendimento odontológico de qualidade.

Contudo, em casos mais graves, nos quais o medo exacerbado impede a realização de qualquer tratamento odontológico, é fundamental orientar o paciente a buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psicoterapeuta.

Por fim, vimos que o dentista possui um importante papel na identificação de pacientes com odontofobia, permitindo uma abordagem mais empática e acolhedora durante os tratamentos.

Além disso, ele tem o poder de transformar a percepção dos pacientes em relação aos cuidados com a saúde bucal e desmistificar a ideia de que a visita ao dentista é uma experiência dolorosa e traumática.

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Até a próxima!

Referências:

https://sorrisosbrasileiros.com.br/odontofobia-como-lidar-com-o-panico-de-ir-ao-dentista

https://crosp.org.br/noticia/odontofobia-medo-de-ir-ao-cirurgiao-dentista-2

https://cvdentus.com.br/4-dicas-para-atender-pacientes-com-odontofobia

https://clinicadramigo.com.br/o-que-e-odontofobia/#:~:text=N%C3%B3s%2C%20psic%C3%B3logos%20e%20neuropsic%C3%B3logos%2C%20fazemos,para%20gente%20fechar%20o%20diagn%C3%B3stico

https://www.clinicorp.com/post/odontofobia

https://www.dentaloffice.com.br/odontofobia-como-identificar-as-consequencias

Publicado por
Gabrielli Nery Wandscheer

Formada em Administração pela Estácio, especialista em Marketing e redação técnica na área odontológica.

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