Os anestésicos são fármacos utilizados para induzir a anestesia em nível local, sendo muito utilizados na Odontologia. Mas você sabe qual anestésico utilizar nas diferentes situações clínicas?

É muito comum que profissionais elejam um ou no máximo dois tipos de anestésicos para serem utilizados em todos os procedimentos clínicos, e em todos os seus pacientes, sejam eles, crianças, adultos ou idosos.

No entanto, muitas vezes o anestésico eleito de forma padronizada não satisfaz as necessidades clínicas e/ou não preserva o bem-estar dos pacientes.

Além disso, geralmente os profissionais têm dúvidas na hora de escolher um anestésico devido aos diversos tipos existentes no mercado.

Tipos de anestésicos na Odontologia

Os anestésicos locais atuam bloqueando temporariamente a condução dos impulsos pelas fibras nervosas, de forma reversível e sem alteração do nível de consciência.

As soluções anestésicas agem provocando vasodilatação, e consequentemente facilitando a absorção, aumentando a toxicidade e diminuindo o tempo de duração.

Sendo assim, com o intuito de aumentar o tempo de duração, diminuir a absorção e a toxicidade sistêmica, uma substância vasoconstritora é adicionada às soluções anestésicas.

Os vasoconstritores utilizados podem ser de dois tipos:

  •  Aminas simpaticomiméticas – adrenalina ou epinefrina; noradrenalina ou noroepinefrina; levonordefrina ou neocoberfina; fenilefrina; as quais podem ser associadas com lidocaína, mepivacaína, bupivacaína ou articaína. A fenilefrina é associada exclusivamente à lidocaína (Biocaína ou Novocol), apresentando potência menor que a adrenalina, entretanto uma maior estabilidade e um maior tempo de duração.
  • Felipressina (Octapressin) – é sempre associada à prilocaína (tem como vantagem o fato de não induzir alterações na pressão arterial, na circulação coronária, no volume cardíaco e no pulso). Entretanto não é indicada para situações em que se precisa de hemostasia.

 

Tipos de anestésicos

Calculo da dose máxima

Apesar dos vasoconstritores não produzirem efeitos farmacológicos, diante de uma injeção intravascular acidental, interferências medicamentosas ou doses elevadas, estes podem provocar efeitos prejudiciais no sistema circulatório. Sendo assim é importante saber calcular a dose máxima para cada paciente.

Veja no quadro abaixo como fazer esse cálculo de forma rápida e prática:

 

Calculando a dose máxima

 

Fatores importantes para escolha do anestésico

Uma vez que é necessário escolher o anestésico que será utilizado em determinada situação clínica, o Cirurgião-Dentista precisa considerar alguns fatores importantes:

Fatores clínicos:

  • Tipo de procedimento a ser realizado;
  • Período de tempo de duração do procedimento;
  • Necessidade de hemostasia;
  • Necessidade ou não de controle da dor pós-operatória.

Fatores sistêmicos do paciente:

  • Pediátrico;
  • Gestantes;
  • Diabéticos;
  • Insuficiência renal;
  • Asmáticos;
  • Alterações cardiovasculares (angina, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, etc);
  • Hipertensos;
  • Porfirias hepáticas.

 

Anestésicos é na Dental Speed

 

Portando, essas condições muitas vezes exigem cautela na utilização de alguns anestésicos ou até mesmo a sua contraindicação, como pode ser observado na tabela abaixo:

 

Contra indicações

 

Por fim, com base nas considerações relatadas, podemos perceber que embora o ato de anestesiar, seja rotineiro na Odontologia, este muitas vezes acaba sendo negligenciado. Por isso, é fundamental que o Cirurgião-Dentista sempre fique atento às particularidades e necessidades de seus pacientes.

Trate-o como você gostaria de ser tratado, com cuidado e respeito. Seja um cirurgião-dentista de pessoas e não apenas de dentes!

Até a próxima!

Referência: Terapêutica Medicamentosa em Odontologia – Eduardo Dias Andrade