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Anestesia odontológica sem dor: técnicas para aplicar no seu consultório

A anestesia local na Odontologia faz parte do dia a dia do consultório odontológico, mas para muitos pacientes, está associada à dor, medo e ansiedade.

Para o sucesso da anestesia odontológica, além do conhecimento sobre anestésicos locais na Odontologia, é fundamental o dentista conhecer os tipos de anestesia e as técnicas de anestesia local odontológica, além dos recursos tecnológicos utilizados para minimizar a dor e promover a segurança do paciente.

Por nisso, neste artigo, vamos abordar sobre como diminuir a possibilidade de dor na anestesia local em Odontologia, abordando sobre as causas, quais são as principais técnicas anestésicas e como a tecnologia pode ser utilizada para otimizar o procedimento.

Tipos de anestesia odontológica

A anestesia na Odontologia é indicada para realizar o bloqueio da condução nervosa utilizando um fármaco (anestésico) e eliminar a dor durante o procedimento odontológico.

Para o sucesso do procedimento e minimizar os riscos de dor durante a aplicação da solução anestésica, é fundamental o conhecimento sobre anatomia, ter o domínio das técnicas anestésicas e escolher corretamente os materiais, incluindo o tipo de agulha e o anestésico odontológico.

Quais as causas da dor na anestesia odontológica?

A dor associada à anestesia dental ocorre principalmente em dois momentos:

  • Durante a inserção da agulha nos tecidos: a mucosa oral é ricamente inervada por terminações nervosas livres, especialmente fibras do tipo A-delta e C, responsáveis pela condução do estímulo doloroso;
  • Durante a injeção da solução anestésica: a distensão dos tecidos causada pela solução anestésica e a velocidade de injeção são fatores que podem ativar nociceptores, causando dor;
  • pH do anestésico odontológico: anestésicos com vasoconstritores possuem pH mais ácido, o que pode aumentar a sensação de ardência no momento da injeção.

Além desses fatores, a dor pode causada por:

  • Inflamação local, que dificulta a ação do anestésico local odontológico;
  • Aspectos emocionais;
  • Experiências prévias negativas;
  • Ansiedade.

É fundamental o dentista estar atento à todos esses fatores, pois influenciam diretamente na intensidade da dor relatada pelo paciente.

Quais os anestésicos locais usados na Odontologia?

Os anestésicos locais mais utilizados na Odontologia são :

Cada anestésico apresenta características específicas em relação a potência, latência, duração e metabolismo, o que também influencia na sintomatologia dolorosa.

A escolha do anestésico deve ser feita com base na duração do procedimento, nas características do caso clínico e nas condições sistêmicas do paciente.

Quer saber mais sobre anestésicos locais na Odontologia?

Quais são os tipos de anestesia odontológica?

Anestesias terminais:

  • Anestesia terminal superficial: atua nos ramos terminais dos nervos, na superfície da pele ou mucosa. Exemplo: anestesia tópica;
  • Anestesia terminal infiltrativa: atua nos ramos terminais dos nervos, pela infiltração nos tecidos por meio de injeções.

Anestesia por bloqueio:

  • Anestesia por bloqueio regional: atua em um ramo nervoso, anestesiando toda a região inervada por este nervo;
  • Anestesia por bloqueio troncular: atua em um tronco nervoso, anestesiando a região inervada por este tronco.

Anestesia geral:

  • Não é muito comum na Odontologia;
  • Indicada em casos complexos;
  • Pacientes com ansiedade extrema ou fobia grave;
  • Cirurgias orais complexas;
  • Alergia à anestésicos locais;
  • Deve ser realizada em ambiente hospitalar, acompanhada por médico anestesista.

Cabe ao dentista avaliar as características do paciente (orais, sistêmicas e emocionais) para decidir qual o tipo de anestesia ideal para cada situação.

Técnicas anestésicas na Odontologia

As principais técnicas de anestesia local em Odontologia são:

Anestesia odontológica terminal:

  • Anestesia odontológica tópica;
  • Anestesia odontológica infiltrativa (subperióstea): atua nos ramos terminais gengivais, dentais e periodontais.

Anestesia odontológica por bloqueio regional:

Maxila:

  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos alveolares superiores anterior e médio (nervo infraorbital);
  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos alveolares superiores posteriores;
  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos nasopalatinos;
  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos palatinos maiores.

Mandíbula:

  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos alveolares inferior e lingual;
  • Anestesia por bloqueio regional do nervo bucal;
  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos alveolar inferior, lingual e bucal;
  • Anestesia por bloqueio regional dos nervos mentual e incisivo.

Anestesia odontológica por bloqueio troncular:

  • Anestesia do nervo maxilar;
  • Anestesia do nervo mandibular.

Técnicas suplementares:

  • Anestesia intraligamentar;
  • Anestesia intraóssea;
  • Anestesia intrapulpar;
  • Anestesia Intraseptal.

Quais os passos da anestesia odontológica?

Independente da técnica escolhida, é fundamental o profissional realizar as seguintes etapas:

  • Anamnese detalhada;
  • Avaliar a idade do paciente;
  • O paciente tem doença sistêmica?;
  • O paciente faz uso contínuo de alguma medicação?;
  • Selecionar o anestésico e vasoconstritor de acordo com o quadro sistêmico do paciente e a duração do procedimento;
  • Escolher o tamanho da agulha (curta ou longa),de acordo com a técnica que será realizada;
  • Realizar anestesia tópica;
  • Posicionamento correto da agulha;
  • Aspiração;
  • Realizar injeção lenta;
  • Monitorar o paciente durante o procedimento.

Quais as complicações da anestesia odontológica?

Apesar de ser uma técnica segura, podem ocorrer as seguintes complicações:

  • Alergia;
  • Reações sistêmicas;
  • Fratura da agulha;
  • Dor no local da injeção;
  • Parestesia;
  • Paralisia do nervo facial;
  • Trismo;
  • Lesão em tecido mole;
  • Infecção;
  • Hematoma;
  • Edema.

Tecnologia e anestesia odontológica

A busca pela anestesia odontológica sem dor impulsionou o desenvolvimento de tecnologias que tornam o procedimento mais seguro, confortável e controlado, minimizando a sintomatologia dolorosa.

Saiba mais sobre as inovações na anestesia local em Odontologia:

Agulha odontológica ultrafina

  • Agulhas finas;
  • Bisel diferenciado;
  • Tratamento de superfície que facilita o deslizamento no tecido.

Anestesia odontológica computadorizada

  • Também conhecida com anestesia odontológica eletrônica;
  • Tecnologia criada para facilitar controle manual do fluxo e da pressão da injeção anestésica;
  • O anestésico é injetado com fluxo específico e pressão contínua, promovendo a redução da percepção da dor.

Anestesia odontológica com caneta presurizada

  • Indicada para anestesia tópica e anestesia do tecido gengival, incluindo Odontopediatria;
  • Caneta pressurizada que usa um sistema de mola e pistão para criar a pressão necessária;
  • O anestésico é disparado sob alta pressão por meio de um orifício muito fino, sem perfuração por agulha.

Laser Odontológico

  • Efeito analgésico;
  • Indicado para diminuir a sensibilidade antes do procedimento anestésico;
  • Diminui a percepção de dor durante a punção anestésica.

Anestesia odontológica com vibração mecânica

  • Também chamados de distratores sensoriais;
  • O dispositivo gera um estímulo vibratório no local da injeção anestésica e reduz a sensação dolorosa;
  • O estímulo vibratório é ativa as fibras A-beta (fibras de maior calibre), que inibem a transmissão dos sinais de dor das fibras A-delta e C (fibras de menor calibre).

Crioanestesia na Odontologia:

  • Técnica pré-anestésica;
  • Consiste no resfriamento de uma região para bloquear a condução nervosa local;
  • Pode ser induzida por sprays refrigerantes ou pelo próprio uso de gelo no local da injeção.

É importante lembrar que esses sistemas oferecem maior conforto ao paciente, mas não invalidam a técnica anestésica convencional.

Minimizar a dor durante a anestesia local na Odontologia não depende de uma única técnica anestésica, anestésico ou dispositivo, mas da integração entre conhecimento anatômico, escolha da técnica adequada para cada caso clínico e do uso de recursos que oferecem conforto ao paciente, como por exemplo o uso de anestésicos tópicos.

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Saiba mais sobre anestésicos na Odontologia:

Publicado por
Dra. Fernanda Skupien

Cirurgiã-dentista pela Universidade Paulista (UNIP), especialista em endodontia pelo Hospital Geral do Exército de São Paulo (HGESP) e especialista em marketing pela Universidade Mackenzie.

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