Hipersensibilidade Dentinária: Diagnóstico e tratamentos

Endodontia

A hipersensibilidade dentinária (HD) trata-se de uma doença que afeta 35% da população mundial, sendo desencadeada principalmente devido a exposição da dentina à algum estímulo térmico.

Segundo a literatura, 1 a cada 6 pessoas já foi afetada por essa doença. E mesmo sendo comum que pessoas idosas apresentem uma maior quantidade de dentina exposta, a hipersensibilidade dentinária atinge principalmente mulheres de 30 a 40 anos.

Contudo, apesar de ser um distúrbio muito frequente na clínica odontológica, o diagnóstico e tratamento ainda são um desafio para os profissionais da Odontologia.

Principais causas

Dentre as principais causas da hipersensibilidade dentinária, podemos citar:

  • Nível de higiene oral baixa ou inapropriada;
  • Consumo de alimentos com ph ácido que causam erosão na superfície da dentina, como refrigerantes, sucos, isotônicos, etc.
  • Consumos de substâncias ilícitas;
  • Bruxismo;
  • Recessão gengival podendo ser causada por escovação traumática, pela gengivite ou até mesmo pela idade do paciente conforme já mencionado;
  • Uso de cremes dentais com muito abrasivo;
  • Fraturas ou lascas nos dentes expondo a dentina;
  • Realização de tratamentos e procedimentos odontológicos que causam sensibilidade, como profilaxias, clareamentos, procedimentos restauradores, entre outros.
  • portar doenças como bulimia e refluxo gastresofágico.

Ao ter hipersensibilidade dentinária, é comum que o paciente se queixe de uma dor curta, porém aguda ao ingerir alimentos frios, ácidos e doces, ou até mesmo pelo simples toque mecânico.

Neste caso, para melhor diagnóstico e possíveis tratamentos, indica-se a realização de alguns procedimentos clínicos prévios como anamnese; exames clínicos; análise da oclusão e exames e testes complementares, como radiografias, testes de sensibilidade pulpar, etc.

Logo, essa análise mais minuciosa é muito necessária para um diagnóstico correto, afinal, os sintomas de hipersensibilidade dentinária muitas vezes se assemelham aos de cáries, sensibilidade pós-operatória, síndrome do dente rachado, dentre outros.

Tratamentos e ações de prevenção para hipersensibilidade dentinária

Assim, para existência de hipersensibilidade dentinária são necessários dois fatores: o túbulo precisa estar exposto e o esmalte altamente degradado. Logo, após os exames clínicos e diagnóstico correto, existem diversas opções de tratamento para o paciente, confira algumas delas:

  • Uso de agentes dessensibilizantes, como drogas anti-inflamatórias – Corticosteróides, sendo este um dos métodos mais antigos.
  • Precipitantes de proteínas como Cloreto de zinco, Cloreto de estôncio, Nitrato de prata, etc.
  • Uso de agentes de oclusão tubular, como Hidróxido de cálcio, Oxalatos, Fluoretos , etc.
  • Selantes:  aplicação de adesivos dentinários ou restaurações da área sem esmalte para eliminar a hipersensibilidade, utilizando resina composta ou ionômero de vidro;
  • Laserterapia: uso de laser de baixa intensidade, que age diretamente na transmissão nervosa ou de alta intensidade, causando oclusão dos túbulos dentinários;
  • Uso de hipnose como forma de auxiliar no tratamento.

Além disso, é importante também que o cirurgião-dentista oriente os pacientes promovendo ações para prevenção e da hipersensibilidade. Por isso a anamnese é muito importante, afinal ela esclarecerá questões como o estilo de vida do paciente e as principais causas desta doença, auxiliando o profissional na escolha do tratamento.

Finalmente, confira algumas indicações para os pacientes que auxiliarão no tratamento da doença:

  • Uso diário de creme dental com alto teor de flúor;
  • Uso de enxaguante bucal à base de fluoreto de amina, promovendo o processo de remineralizarão do esmalte;
  • Consumo racional de alimentos ácidos;
  • Uso de app “Desencoste os dentes” para controle de apertamento dental como estratégia de prevenção;
  • Escovar dentes somente após 30 minutos depois de ingerir alimentos;
  • Higiene bucal correta;
  • Mudanças de hábitos evitando estresse em excesso;
  • Uso de protetores bucais na prática de esporte;
  • Dentre outros.

Lembrando que é fundamental analisar cada caso clínico e entender a realidade do seu paciente para um tratamento de sucesso.

Referências:
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-06631997000300009
https://www.colgate.com.br/oral-health/tooth-sensitivity/what-causes-tooth-sensitivity
http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-38882010000300004
https://www.ident.com.br/cursos-online/curso/899-prevencao-a-hipersensibilidade-dentinaria-estrategias-clinicas
https://w*ww.youtube.com/watch?v=JfblAIHsiSQ

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