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Preenchimento labial: técnicas, resultados, efetividade e segurança

O preenchimento labial com ácido hialurônico é uma técnica minimamente invasiva que permite melhorar vários aspectos da estética dos lábios, como definição, volume, projeção e hidratação.

Para obtermos os melhores resultados nesse tipo de procedimento, é importante conhecer a anatomia da região, dominar técnicas adequadas de aplicação e escolher produtos de qualidade.

Além disso, é preciso respeitar as indicações e contraindicações do preenchimento, bem como orientar corretamente os pacientes sobre os cuidados e manutenção após o tratamento.

Quer saber como realizar o procedimento com segurança e alcançar um bom resultado do preenchimento labial? Continue a leitura!

O que é e para que serve o preenchimento labial?

O preenchimento labial é um procedimento estético injetável realizado pelo dentista especialista em Harmonização Orofacial para restaurar contornos faciais, melhorar o volume labial e atenuar sinais visíveis do envelhecimento.

O procedimento atende diferentes casos e necessidades, de acordo com a queixa e perfil de cada paciente, e traz resultados naturais e personalizados, que vão muito além da volumização labial.

Quais as indicações do preenchimento labial?

As principais indicações do preenchimento labial com ácido hialurônico estão relacionadas à melhora do contorno, volume, projeção e hidratação dos lábios, além da correção de assimetrias.

Entre elas, estão:

  • Definição do contorno labial;
  • Projeção dos lábios;
  • Correção de assimetrias labiais;
  • Hidratação dos lábios.

Além disso, com o envelhecimento facial, algumas alterações podem surgir e ser melhoradas com o preenchimento labial, como:

  • Perda de volume;
  • Flacidez;
  • Rugas na região perioral;
  • Rugas no vermelhão do lábio;
  • Arco do cupido, contorno e pilares do filtro menos evidentes.

Estar atento e compreender essas alterações é importante, pois ajuda o profissional a planejar uma reestruturação global da região, e isso vai contribuir para um resultado mais natural, efetivo e duradouro.

Como planejar o preenchimento labial?

Antes de realizar o preenchimento labial com ácido hialurônico, é importante fazer uma avaliação clínica minuciosa do paciente, incluindo:

  • Anamnese;
  • Exame físico;
  • Registro fotográfico.

Durante o planejamento, o profissional deve ter em mente alguns pontos, como:

  • O efeito desejado no tratamento, incluindo volumização, projeção, estruturação ou hidratação;
  • Conhecimento sobre anatomia labial/perioral, proporções e assimetrias faciais;
  • A atividade muscular da região, que pode ser mais estática ou com maior mobilidade e motricidade;
  • As propriedades reológicas do preenchedor de escolha, tais como, tamanho de partícula, elasticidade, coesividade, reticulação, concentração.

Também é importante verificar se o paciente possui alguma contraindicação ou advertência para o procedimento, além de esclarecer suas dúvidas e alinhar expectativas quanto ao resultado do preenchimento.

Por último, deve-se solicitar a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), documento que explica os benefícios, os riscos, os cuidados e que autoriza o dentista a realizar o procedimento estético.

Saiba mais sobre o TCLE: Desvendando o prontuário odontológico: guia completo e atualizado

Conhecendo a anatomia labial para um bom preenchimento

O conhecimento da anatomia é a base de qualquer procedimento estético bem-sucedido e seguro.

Ele permite tomar decisões embasadas, adaptar técnicas de acordo com a individualidade do paciente e alcançar resultados que realcem a beleza natural, ao mesmo tempo, priorizando a saúde e a segurança do paciente.

Estruturas anatômicas da região labial

O lábio superior tem sua extensão delimitada superiormente pela base do nariz, lateralmente pelos sulcos nasolabiais e inferiormente estende-se até a rima da boca, que é onde o vermelhão do lábio superior se encontra com o inferior.

O lábio inferior tem sua extensão delimitada lateralmente pelas comissuras labiais (ângulo da boca) e inferiormente pelo sulco mentoniano. Os lábios se unem nas comissuras labiais.

Ao longo da borda do vermelhão superior, duas elevações paramedianas do vermelhão formam o arco do Cupido e duas colunas verticais de tecido (pilares do filtro) se elevam, formando uma depressão na linha média, designado filtro labial.

Ilustração médica da boca com indicações numeradas para Lábio Superior, Rima bucal e Lábio Inferior, mostrando áreas em cores azul e verde.
Ilustração anatômica da boca com marcações numeradas indicando partes como filtro labial, pilar do filtro, arco do cupido, comissuras labiais, sulco nasolabial, sulco labiomentoniano e sulco mentoniano.
Ilustração anatômica dos lábios com marcações de áreas como lábio cutâneo superior e inferior, contorno do lábio superior e inferior, vermelhão e mucosa labial, com numeração e identificação dos elementos na imagem.

Áreas anatômicas dos lábios

Os lábios podem ser divididos em 4 áreas anatômicas:

  • Pele (lábio cutâneo): é onde se localizam os folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas e é formada por uma derme espessa.
  • Borda do vermelhão: corresponde a uma linha fina e pálida ao redor do vermelhão do lábio, evidenciando a diferença entre a pele e o vermelhão.
  • Vermelhão (semimucosa ou lábio seco): é a parte vermelha dos lábios, composta por um epitélio estratificado pavimentoso levemente queratinizado com muita vascularização.
  • Mucosa labial (lábio úmido): parte úmida dos lábios, formada por um epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado (mucosa oral visível).

Vascularização dos lábios

Também é importante considerar a vascularização dos lábios e suas variações, principalmente para evitar casos de oclusão arterial por embolização e/ou compressão, uma intercorrência que pode surgir após o preenchimento labial.

As artérias responsáveis pelo suprimento arterial dos lábios são ramos vindos da artéria facial (AF), sendo que:

  • A principal artéria do lábio superior é a artéria labial superior (ALS);
  • A principal artéria do lábio inferior é a artéria labial inferior (ALI).

A figura a seguir demonstra o suprimento arterial dos lábios, incluindo sua relação com os principais vasos da porção central da face. Os vasos da face formam uma ampla rede vascular.

Ilustração anatômica em vista frontal do rosto com marcações e rótulos indicando regiões como dorso nasal, angular, labial superior, labial inferior, supratroclear e facial, para estudo da anatomia facial.
Principais artérias da porção central da face (Fonte: PAIXÃO, 2015.)

A figura abaixo demonstra que a artéria labial superior (ALS) encontra-se posterior ao músculo orbicular oral, numa região mais profunda, emitindo ramos perfurantes que irão para a pele.

Ilustração médica anatômica da região dos lábios e mucosa oral, com destaque para borda vermelha, músculo orbicular oral e artéria labial superior.

Além disso, identificam-se também ramos para o vermelhão e para a mucosa oral.

Imagem esquemática dos lábios com marcações em vermelho P1 a P6 e medidas indicando 1 cm medial, mostrando áreas de referência para avaliação anatômica.
Disposição da artéria labial superior (ALS) e sua relação com o músculo orbicular da boca e o vermelhão. Os ramos cutâneos, da mucosa e do vermelhão podem ser observados. (Fonte: PAIXÃO, 2015.)

Essa distribuição em diferentes planos teciduais foi mapeada por Sebastian Cotofana em 2020, em um estudo em que realizou uma investigação ultrassonográfica.

O anatomista destacou que as artérias labiais estão localizadas predominantemente no plano submucoso (58,5%), seguido pelo plano intramuscular (36,2%). Já a presença na região subcutânea é mais rara, representando uma minoria (5,3%) dos casos.

Gráfico com seções de tecidos subcutânea, submuscular e submucosa, comparando perfis P1 a P6 com percentuais em cada camada e marcações de pontos
Locais medidos no lábio superior (P1, P2, P3) e no lábio inferior (P4, P5, P6). Fonte: COTOFANA et al., 2020.

Materiais utilizados no preenchimento labial

Atualmente, o ácido hialurônico (AH) é considerado como material padrão ouro para o preenchimento labial.

Isso porque a substância é naturalmente produzida pelo organismo humano e está presente em muitos processos-chave do nosso corpo, como sinalização celular, reparação de feridas, regeneração de tecidos, morfogénese, organização da matriz e patobiologia.

Além disso, tem propriedades físico-químicas únicas, como por exemplo, biocompatibilidade, biodegradabilidade, mucoadesividade, higroscopicidade e viscoelasticidade.

Qual preenchedor escolher para o preenchimento labial?

Um preenchedor de ácido hialurônico ideal para os lábios deve ter as seguintes características reológicas e físico-químicas:

  • Uma viscosidade adequada, que permita uma injeção fácil e uniforme, sem causar dor ou trauma aos tecidos;
  • Uma elasticidade alta suficiente, que confira resistência à deformação e que tenha capacidade de se adaptar aos movimentos faciais, sem comprometer a naturalidade e a expressão dos lábios;
  • Uma coesividade elevada, que evite a migração ou a dispersão do produto, mantendo o volume e o contorno desejados;
  • Uma capacidade de intumescimento moderada, que proporcione hidratação e suavização da pele labial, sem causar edema ou irregularidades;
  • Pequeno tamanho partículas.

Essas características influenciam na facilidade de aplicação, na naturalidade do resultado e no risco de complicações.

A reversibilidade dos preenchedores de AH

Uma das maiores vantagens de utilizar preenchedores de ácido hialurônico (AH) é a reversibilidade, já que a substância pode ser facilmente removida, sempre que o profissional considerar necessário, administrando a enzima hialuronidase.

A hialuronidase promove a hidrólise do AH com ação relativamente rápida, contudo, nem todos os preenchedores se degradam na mesma velocidade. Logo, é preciso priorizar produtos de qualidade, com tecnologia e testes de reversibilidade comprovada.

O que não utilizar no preenchimento labial?

É importante reforçar que preenchedores permanentes, como o PMMA (polimetilmetacrilato), nunca devem ser injetados nos lábios.

Isso porque, diante de qualquer intercorrência, sua remoção é extremamente complexa, cirúrgica e gera danos e traumas permanentes aos pacientes. Além disso, é impossível remover a substância por completo do organismo.

Principais técnicas de preenchimento labial

É possível utilizar diferentes técnicas para a aplicação de ácido hialurônico em preenchimentos labiais. Tudo depende do objetivo do procedimento, da região a ser tratada e da experiência prévia do profissional habilitado.

Conheça as principais:

  • Técnica com agulha: feita com agulha convencional, é considerada mais simples e precisa, comparada à que usa cânulas, pois alcança uma profundidade menor do tecido. É indicada para aplicação superficial na linha Alba para contorno, microbólos no ápice do arco do Cupido e retroinjeções curtas. Exige múltiplas punções que podem causar dor e traumas ao tecido.
  • Técnica com cânula: envolve o uso de cânulas flexíveis que podem ser movidas para diferentes áreas, reduzindo risco de hematomas e complicações vasculares. Os resultados são naturais e homogêneos, porém o contorno em áreas que exigem maior definição pode ser mais difícil de realizar.
  • Técnica Russian Lips: foca na altura dos lábios, e não na volumização da boca como um todo. O objetivo é aumentar a altura do vermelhão dos lábios, as medidas angulares e a distância entre linha média e a comissura labial. Para isso, realizam-se múltiplas injeções verticais em um grande volume de ácido hialurônico AH.

Uso de cânulas e agulhas: qual a melhor?

Como vimos, o ácido hialurônico pode ser injetado nos tecidos por meio de cânulas ou agulhas. As agulhas possuem a extremidade perfurocortante e as cânulas possuem a extremidade romba, não perfurante e não cortante.

A questão é que não existe um dispositivo melhor ou pior, cada um tem suas funções específicas e objetivos.

Mas, é importante lembrar que, se a escolha entre elas não altera o resultado obtido, devemos optar pela cânula, por vários motivos, entre eles:

  • Menos sangramento;
  • Menor trauma aos tecidos;
  • Menos edema;
  • Menos hematomas;
  • Recuperação mais rápida pós-procedimento;
  • Menor risco de perfurar ou injetar o preenchimento dentro de vasos sanguíneos;
  • Menos pontos de entrada na pele;
  • Menos dor percebida pelo paciente.

Efetividade e resultados do preenchimento labial

Como vimos, o ácido hialurônico é o material mais utilizado e com maior embasamento científico atualmente para o preenchimento labial, pois além de ter baixo risco de reações adversas e complicações, consegue possibilitar resultados naturais, duradouros e reversíveis.

Dentre os resultados mais buscados ao realizar o preenchimento labial, temos:

  • Aumento do volume, forma e estruturação dos lábios;
  • Restauração do tamanho do lábio, que fica mais fino e sem volume com o envelhecimento natural do corpo, exposição ao sol ou hábito de fumar;
  • Melhora da aparência do filtro labial e arco do Cupido;
  • Melhora de assimetrias de tamanho, formato e proporção entre lábio superior e inferior;
  • Suavização rugas ou linhas de expressão em volta dos lábios;
  • Aumento da hidratação dos lábios;
  • Aparência mais jovem dos lábios em geral.

Quanto tempo dura o preenchimento labial?

Não há uma duração fixa para o preenchimento labial com ácido hialurônico, pois ela varia conforme o produto utilizado e as características de cada paciente. Mas, no geral, os efeitos persistem por pelo menos 6 meses, com redução progressiva de volume ao longo do tempo.

O ideal é que o paciente retorne entre 2 e 4 semanas após a aplicação para avaliar o resultado estético. Nessa consulta, o profissional pode fazer a complementação, se for necessário.

Intercorrências e segurança no preenchimento labial

O preenchimento labial é um procedimento seguro, quando realizado por profissionais especializados e com produtos de qualidade. No entanto, existem algumas contraindicações e advertências que devem ser observadas.

Contraindicações do preenchimento labial

As contraindicações são situações em que o preenchimento labial com ácido hialurônico não deve ser realizado ou deve ser adiado, incluindo:

  • Gravidez ou amamentação;
  • Presença de processos inflamatórios ou infecciosos ativos na região labial;
  • Hipersensibilidade ao ácido hialurônico ou a qualquer componente do produto;
  • Doenças autoimunes ativas ou imunossupressoras;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Presença de implantes permanentes nos lábios;
  • Portadores de porfiria.

Advertências do preenchimento labial

As advertências são situações em que o preenchimento labial com ácido hialurônico deve ser realizado com cautela ou com ajustes na técnica ou na dose, como:

  • Idade avançada ou pele muito fina;
  • Lábios muito assimétricos ou deformados;
  • Expectativas irreais ou insatisfação crônica com a aparência;
  • Uso prévio ou concomitante de outros preenchedores nos lábios;
  • Doenças vasculares ou neurológicas;
  • Tendência a sangramentos e hematomas.

Cuidados durante o procedimento de preenchimento labial

Alguns pontos de atenção podem contribuir para uma maior segurança do preenchimento:

  • Preferir o uso de microcânula com ponta romba em áreas de maior chance de dano arterial. Assim é possível prevenir a injeção diretamente dentro do vaso com agulha convencional;
  • Mover a microcânula de ponta romba com suavidade para evitar laceração dos vasos e tecidos;
  • Dar preferência para microcânula 25G ou 22G, as microcânulas de calibre mais fino possuem um potencial perfurante semelhante às agulhas;
  • Injetar pequenos volumes por vez;
  • Manter uma velocidade mais baixa de injeção, o que torna menos provável a oclusão vascular ou bloqueio do fluxo periférico;
  • Aspirar antes de injetar o produto para verificar se a agulha/microcânula não está em uma artéria ou veia;
  • Evitar acessos perpendiculares ao trajeto de artérias, diminuindo as chances de perfuração de vasos calibrosos;
  • Evitar injeção de grandes volumes em planos menos distensíveis, prevenindo altas pressões no local;
  • Fazer o bloqueio anestésico promove vasoconstrição arterial. Isso pode ser um potencial benefício, pois minimiza o risco de perfuração ou canulização que ocorre mais frequentemente em artérias vasodilatadas;
  • Os dedos da mão que não está sendo usada para injetar servem para estabilizar a pele e favorecer a progressão da cânula;
  • Menor quantidade de massagem é necessária quando o preenchedor é colocado nos planos corretos dos tecidos;
  • Evitar a injeção em planos mais profundos, submuscular e submucoso, para minimizar as chances de atingir a artéria labial;
  • Evitar planos intramuscular e submucoso para prevenir lesões às artérias labiais, considerando que as artérias são frequentemente localizadas nessas áreas.

Cuidados pós-procedimento de preenchimento labial

O procedimento é simples, rápido, e pode ser realizado no consultório ou clínica com anestesia local. Após a aplicação, o paciente já pode retornar à rotina, mas seguindo alguns cuidados para garantir uma boa recuperação.

São eles:

  • Aplicar compressas frias nos lábios nas primeiras 24 horas para reduzir o inchaço e a dor;
  • Evitar exposição solar, calor excessivo, sauna e atividade física intensa nos primeiros dias;
  • Evitar massagens, manipulações ou pressões nos lábios nos primeiros dias;
  • Evitar alimentos muito quentes, ácidos ou picantes nos primeiros dias;
  • Evitar bebidas alcoólicas, cigarro e drogas nos primeiros dias;
  • Hidratar os lábios com produtos adequados;
  • Usar protetor solar na pele e nos lábios diariamente;
  • Tomar os medicamentos prescritos pelo profissional, se necessário;
  • Retornar ao profissional para avaliação e acompanhamento;
  • Não usar maquiagem no dia da aplicação.

Eventos pós-operatórios comuns

Após o procedimento de preenchimento labial, alguns eventos pós-operatórios transitórios podem se manifestar e desaparecer em poucos dias, incluindo:

  • Inchaço;
  • Vermelhidão;
  • Leve dor;
  • Sensibilidade;
  • Coceira;
  • Hematomas.

No entanto, em casos raros, podem ocorrer complicações mais graves, como:

  • Infecção;
  • Inflamação;
  • Necrose;
  • Granuloma;
  • Alergia;
  • Embolia.

Por isso, é importante manter uma comunicação próxima com o paciente e orientar para que ele informe rapidamente sobre o aparecimento de qualquer alteração significativa nos lábios.

Leia mais: Harmonização Orofacial: Intercorrências e complicações

Conclusão

Com conhecimento aprofundado sobre anatomia da região, compressão das propriedades e características dos produtos, domínio da técnica e respeito à individualidade de cada paciente, a técnica de esculpir lábios se torna ainda mais simples e segura.

Para colocar todo esse conhecimento em prática e oferecer um tratamento de qualidade aos pacientes, conte com a Dental Speed. Acesse nosso site e encontre um portfólio completo de Harmonização Orofacial para abastecer seu estoque.

Perguntas frequentes sobre preenchimento labial

O que é preenchimento labial?

O preenchimento labial é um procedimento estético realizado por profissionais habilitados, incluindo cirurgiões-dentistas, que envolve aplicação de preenchedores de ácido hialurônico para dar volume, redefinir o contorno, corrigir assimetrias e hidratar a região.

Para que serve o preenchimento labial?

O procedimento serve para aumentar o tamanho ou a projeção dos lábios, melhorar o contorno, corrigir assimetrias, além de hidratar profundamente os lábios. Além disso, ajuda a rejuvenescer a região, suavizando rugas ao redor da boca.

Qual ácido hialurônico é usado no preenchimento labial?

Os preenchedores de ácido hialurônico de baixa a média reticulação, pois são fluidos, maleáveis e oferecem resultados mais naturais. As principais fabricantes oferecem linhas específicas de ácido hialurônico para preenchimento labial.

Quais técnicas podem ser utilizadas?

As principais técnicas de preenchimento são as de aplicação com cânula, aplicação com agulha hipodérmica e “Russian Lips”, que visa o aumento da altura e o desenho dos lábios.

Quanto tempo dura o preenchimento labial?

O preenchimento com ácido hialurônico possui durabilidade média de 6 a 12 meses. Porém, isso varia conforme o produto utilizado e a absorção pelo organismo do paciente.

Quando o resultado aparece?

A avaliação do resultado deve considerar a redução do inchaço nos dias seguintes ao procedimento, sendo que o volume real começa a ficar evidente de 1 a 4 semanas após a aplicação.

Quais fatores influenciam o resultado?

A anatomia e características dos tecidos, o tipo de produto e volume aplicado, a técnica de aplicação e experiência do profissional que realizou o procedimento.

Quais são as principais intercorrências?

As mais comuns são reações inflamatórias agudas, que costumam ocorrer após o início do procedimento e podem durar até 72 horas. É o caso de edema (inchaço), calor, rubor (vermelhidão) e dor.

Como reconhecer uma possível complicação vascular?

Dor intensa ou desproporcional, persistente além do esperado; palidez cutânea no trajeto vascular logo após a aplicação; surgimento de padrão livedoide, com manchas arroxeadas e reticuladas; alterações visuais súbitas, o que exige intervenção profissional imediata.

O preenchimento labial pode ser revertido?

O preenchimento labial com ácido hialurônico pode ser revertido com hialuronidase, uma enzima que degrada o produto. Lembrando que materiais definitivos (como PMMA) não podem ser dissolvidos com essa enzima.

Qual a importância do conhecimento anatômico para o procedimento?

Conhecer a anatomia da região é fundamental para realizar uma aplicação segura. É preciso saber identificar as estruturas vasculares e os planos teciduais para reconhecer áreas de risco e evitar possíveis complicações.

Referências Bibliográficas

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Conteúdo escrito pela Dra. Lorena Toledo em outubro de 2023 e reescrito pela redatora Gabrielli Nery Wandscheer.

Publicado por
Dra. Lorena Toledo

Cirurgiã dentista pela Universidade Federal de Alfenas/MG - UNIFAL, Especialista em Harmonização Orofacial e Ortodontia. Professora de pós graduação em HOF no Centro Universitário de Lavras (UNILAVRAS-MG). Pós graduação em Harmonização Orofacial avançada e cirúrgica no MARC Institute Miami - USA. Atua clinicamente em São Paulo-SP nas áreas de harmonização orofacial, ortodontia e estética dental. Acredita em uma odontologia de excelência baseada em evidências científicas. CROSP 93.081

1 Comentário

    • 2 anos ago

    Boa tarde, gostaria de saber se tenho autorização para utilizar as imagens da Doutora Loreno Toledo para compor meu TCC sobre preenchimento labial.

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