Harmonização Orofacial

Dentista de Sucesso

O conceito de Harmonização Orofacial diz respeito ao conjunto de procedimentos responsáveis pelo equilíbrio estético e funcional da face. Nossa formação acadêmica nos dá uma percepção ampliada das medidas faciais e dentais, as “proporções áureas”, que tornam a face e o sorriso “bonitos”.

A Odontologia nunca esteve tão em evidência como agora, especialmente pelo grande número de perfis de Dentistas nas redes sociais, divulgando trabalhos e mostrando às pessoas o impacto que um sorriso bonito tem na vida dos indivíduos.

Desconsiderando os aspectos éticos das publicações nas redes sociais, vista que isso já foi abordado em posts anteriores, é evidente que casos clínicos têm causado muita repercussão. O que mais se vê na Internet, no que diz respeito à Odontologia, são as transformações de sorrisos por meio de reabilitações protéticas (facetas, lentes de contato, coroas, etc.), clareamento dental e procedimentos de estética da face (harmonização orofacial).

Nota-se que atuação do Dentista aumentou, o que tem provocado grande polêmica entre os colegas e, também, entre os Médicos, que transformam a questão da atuação do CD em HOF em disputas judiciais.

Falemos sobre essa polêmica!

A Lei 5081/1966, que regulamenta o exercício da Odontologia no Brasil, diz que compete ao CD "prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia”. A mesma lei não fixa os limites da ação profissional. Convencionou-se que a atuação da Odontologia é restrita; do arco superciliar ao osso supra-hióde. Porém não há registros dessa limitação na regulamentação da profissão.

A resolução n° 176/2016 considera:

– o fato de podermos prescrever e aplicar fármacos;

– a pele fazer parte da face e o CD atuar em face em drenagens de abscessos;

– ação do CD superior ao osso hioide;

– a Acupuntura (especialidade Odontológica) atua em pele, tecidos subcutâneos e músculos;

– não há legislação que proíba o CD de atuar em procedimentos estéticos;

– as aplicações de Toxina e Preenchedores são consideradas procedimentos cirúrgicos;

– o conceito de Saúde, pela OMS, não diz respeito somente à ausência de doença, mas sim um bem-estar físico, emocional, social e psicológico.

Todas essas questões justificam as práticas de procedimentos estéticos em consultório dentário.

Embora haja muitos processos contra a prática Odontológica, em relação à Harmonização Orofacial, temos vencido batalha por batalha, baseados nas leis que regem nossa profissão.

A aplicação de toxinas e preenchedores têm indicações, além de estéticas, funcionais, sendo coadjuvantes nos tratamentos. Pode-se atuar em bruxismo, distonias, volume facial, envelhecimento da face, etc.

Cabe sempre ao CD ter bom senso e entendimento das necessidades e expectativas dos pacientes, sem renegar a importância do tratamento multidisciplinar e a eventual necessidade da indicação de outros profissionais ao paciente.

Embora seja difícil inserir a Odontologia nesse novo conceito – Odontologia Estética, em virtude do senso comum sobre o CD, devemos nos informar, mantendo-nos atualizados, até mesmo para sabermos o que indicar e quais os melhores procedimentos. E, antes de tudo, para defendermos a Classe Odontológica.

*Juliana Lemes é graduada pela UNESP-SJC, atua em clínica geral e estética dental. Dentista 10h por dia, “escritora” nas horas vagas e “maquiadora” de vez em quando – das resinas, dos clareamentos, dos sorrisos e dos pincéis!

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