A resina composta revolucionou a Odontologia estética, sendo indicada para restaurações diretas e indiretas, tanto em dentes anteriores como para dentes posteriores.
Assim como diversos biomateriais odontológicos, a resina acompanhou a evolução dos materiais restauradores, aprimorando diversas características físico – químicas, como por exemplo resistência mecânica, propriedades ópticas e estabilidade de cor.
No momento atual do mercado odontológico, a resina nanohíbrida se destaca por sua excelente performance, promovendo estética e longevidade das restaurações.
Por isso, neste artigo, vamos abordar sobre a evolução das resinas compostas, com destaque para a resina composta nanohíbrida, que é considerada a geração de melhor performance, apresentando as principais características e indicações clínicas.
Evolução das resinas compostas
Compreender as diferenças entre as gerações de resinas é fundamental para facilitar a compreensão sobre as indicações clínicas e benefícios das resinas nanohíbridas.
A evolução da resina composta é identificada em três aspectos:
- Tipo e tamanho das partículas de carga;
- Percentual volumétrico de carga;
- Integração entre matriz orgânica e carga inorgânica.
Indiferente da classificação, a composição básica da resina composta fotopolimerizável é:
Matriz orgânica
- Bis-GMA;
- UDMA;
- TEGDMA;
- EGDMA.
Carga inorgânica
- Vidro de bário;
- Sílica;
- Zircônia;
- Quartzo.
Agente de união
- Silano (mais comum);
- Responsável pela adesão entre matriz orgânica e carga inorgânica.
Fotoiniciadores
- Geralmente canforoquinona;
- Fotoiniciadores específicos, de acordo com cada fabriante.
Saber a formulação básica é fundamental para compreender os diferenciais e aplicabilidade de cada categoria de resina, incluindo a nanohíbrida.

Classificação das resinas compostas
A resina composta é classificada por três categorias distintas:
- Tamanho de partículas;
- Grau de viscosidade;
- Tipo de ativação.
Atualmente, as resinas são ativadas por luz (resina fotopolimerizável), sendo comercializada em três viscosidades diferentes (baixa, média e alta viscosidade).
Por isso, é importante o dentista compreender sobre a evolução do tamanho de partículas, pois esse conhecimento impacta no momento atual da Odontologia sobre resinas de melhor performance para restaurações diretas e indiretas.
Saiba mais sobre a classificação das resinas compostas por tamanho de partículas:
Resinas composta de macropartículas
- Primeira geração de resina composta;
- Indicada somente para dentes posteriores;
- Boa resistência mecânica;
- Limitações: Instabilidade de cor; polimento e baixo coeficiente de expansão térmico-linear.
Resinas composta de micropartículas
- Indicada somente para dentes anteriores;
- Baixa resistência mecânica:
- Em relação à resina de macropartículas, apresenta estética e melhor acabamento e polimento.
Resina composta híbrida
- Apresenta macropartículas e microparticuladas na composição;
- Indicação universal: dentes anteriores e posteriores;
- Acabamento e polimento moderados;
- Boa resistência mecânica.
Resina composta microhíbrida
- Evolução da resina híbrida;
- Redução no tamanho médio das partículas;
- Melhor lisura superficial;
- Boa resistência mecânica;
- Indicada para dentes anteriores e posteriores.
Resina composta nanoparticulada
- Partículas exclusivamente nanométricas;
- Melhor resultado em dentes anteriores;
- Boa resistência mecânica;
- Acabamento, polimento e lisura superficial superiores;
- Excelente estética.
Resina composta nanohíbrida
- Evolução da resina microhíbrida, mas com nanopartículas.
- Indicada para dentes anteriores e posteriores;
- Excelente resistência mecânica;
- Acabamento, polimento e lisura superficial superiores.
Para facilitar a compreensão, segue tabela comparativa:
| Tipo de resina | Resistência mecânica | Acabamento e polimento | Indicação principal |
| Macroparticulada | Boa | Baixo | Dentes posteriores |
| Microparticulada | Baixa | Bom | Dentes anteriores |
| Híbrida | Boa | Moderado | Universal |
| Microhíbrida | Muito boa | Ótimo | Universal |
| Nanoparticulada | Muito boa | Excelente | Dentes anteriores |
| Nanohíbrida | Alta | Excelente | Universal |
O que são resinas nanohíbridas?
São resinas compostas fotopolimerizáveis formuladas com partículas de carga de diferentes tamanhos, incluindo nanopartículas, apresentando as seguintes características:
Propriedades físicas:
- Alta resistência à compressão;
- Resistência flexural;
- Elevada resistência ao desgaste.
Resistência mecânica superior:
- A maior densidade de partículas reduz a quantidade de matriz orgânica livre;
- Menor contração de polimerização devido à carga;
- Excelente resistência em áreas de carga oclusal.
Propriedades ópticas:
- Translucidez controlada;
- Boa opacidade;
- Opalescência;
- Melhor difusão de luz;
- Possibilidade de efeito camaleão.
Acabamento e Polimento:
- Estética natural;
- Excelente lisura superficial;
- Longevidade do acabamento e polimento ;
- Estabilidade de cor superior.
Viscosidade:
Disponível em duas viscosidades:
- Média viscosidade: resina nanohíbrida convencional;
- Baixa viscosidade: resina nanohíbrida flow.
Quais as vantagens das resinas nanohíbridas?
- Excelente relação entre resistência mecânica e estética;
- Indicação universal: dentes anteriores e posteriores;
- Longevidade clínica;
- Menor rugosidade superficial ao longo do tempo.
Importante:
A distribuição homogênea das partículas permite maior resistência à fratura e portanto, menor desgaste superficial.
Indicação clínica das resinas nanohíbridas
A resina composta nanohíbrida é indicada para os seguintes procedimentos:
- Restaurações Classe I,II, III, IV e V;
- Facetas diretas;
- Fechamento de diastemas;
- Correção de forma anatômica;
- Núcleo de preenchimento.
Importância do acabamento e polimento das resinas nanohíbridas
O acabamento e polimento potencializa as propriedades ópticas, além de promover a lisura superficial, reduzindo a retenção de biofilme oral e impactando na estética, estabilidade de cor e longevidade da restauração.
Passo a passo para acabamento e polimento de alta performance
Para execução da técnica, há diversas possibilidades de pontas e discos.
Por isso elaboramos um roteiro básico, com os materiais mais usados no dia a dia, lembrando que cabe ao dentista escolher o material ideal para cada caso clínico, sendo:
Ajuste anatômico e remoção de excessos:
- Brocas multilaminadas ou pontas diamantadas finas;
- Definir a forma do elemento dental;
- Remover excessos de resina;
- Movimentos suaves.
Acabamento inicial:
- Use discos abrasivos;
- Sequência: do mais abrasivo ao mais fino;
- Ajustando contornos e volume da restauração;
- Utilizar tiras de lixa nas interproximais.
Etapa opcional – texturização:
- Criar sulcos e linhas;
- Utilizar pontas diamantadas ou multilaminadas de granulação adequada;
- Suavizar a textura com borrachas abrasivas.
Polimento sequencial:
- Utilizar borrachas abrasivas em diferentes granulações;
- Sempre da mais grassa para a mais fina;
- Dentes anteriores: utilizar discos de feltro + pasta de polimento;
- Dentes posteriores: pontas abrasivas + roda de feltro + pasta de polimento.
O resultado ideal é uma superfície lisa, com brilho semelhante ao esmalte natural, que irá impactar diretamente na durabilidade da restauração.
FAQ – Principais dúvidas sobre resinas nanohíbridas
1. Qual a diferença entre resina nanoparticulada e resina nanohíbrida?
A principal diferença é o tamanho e distribuição das partículas de carga.
A resina fotopolimerizável nanoparticulada possui exclusivamente nanopartículas, já a resina fotopolimerizável nanohíbrida apresenta nanopartículas e também partículas maiores (micrométricas e submicrométricas).
2. É necessário realizar a técnica incremental?
Apesar de apresentar maior densidade de partículas, o que reduz a quantidade de matriz orgânica livre e impacta na contração de polimerização, existe a influência do Fator C.
Por isso, é necessário inserir a resina em incrementos.
Caso seja uma resina nanohíbrida bulk fill, é necessário verificar as instruções do fabricante para saber a espessura do incremento único.
3. O acabamento e polimento é superior ao das resinas microhíbridas?
Sim, pois as nanopartículas promovem maior lisura superficial, promovendo a longevidade da restauração.
4. Essa categoria de resina apresenta boa estabilidade de cor ao longo do tempo?
Sim, especialmente quando as etapas de acabamento e polimento são realizadas corretamente, pois a lisura superficial adequada dificulta a adesão de biofilme bacteriano e de pigmentos.
A resina nanohíbrida apresenta em sua composição partículas nanométricas, submicrométricas e micrométricas, apresentando características superiores às demais categorias de resinas dentais.
Na prática, é um material de última geração, que oferece estética e resistência mecânica, sendo indicada para dentes anteriores e posteriores devido às características físicas e químicas, promovendo a longevidade da restauração.
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