Fios Ortodônticos: Conhecer Para Aplicar! Part. 01

Mercado

Olá colegas leitores, temos uma grande variedade de fios ortodônticos no mercado e isso pode gerar dúvidas quanto à melhor escolha de acordo com as situações clínicas e fases de tratamento, não é verdade? Pensando nisso, programamos uma sequência de informações, de forma leve, didática e com aplicação clínica, divididas em algumas matérias, para elucidação e escolha clínica desses materiais com maior conhecimento. Fiquem ligados!

Apesar do grande número de marcas disponíveis no mercado, os fios ortodônticos mais utilizados atualmente se distribuem em quatro grupos básicos de ligas:

Aço inoxidável;

Níquel-titânio (NiTi) com suas variações durante o processo de fabricação (superelásticos, termodinâmicos e com adição de cobre);

Beta-titânio;

Ligas estéticas de compósitos.

Nessa primeira matéria, conheceremos um pouco da história e sua evolução que têm buscado, tornar cada vez mais os fios biologicamente efetivos no que diz respeito aos dentes e tecidos de suporte.

COMO FOI A EVOLUÇÃO DOS FIOS ORTODÔNTICOS?

Por todo o seculo XX, a evolução dos fios ortodônticos ocorreu paralelamente à dos braquetes. No inicio o ouro, a prata, o bronze e o latão eram os materiais disponíveis para os aparelhos ortodônticos.

Época do Ouro

Inicialmente, em 1887, Edward Angle, o patrono da nossa ortodontia mundial, utilizava ligas de níquel-prata para acessórios ortodônticos. Posteriormente, as substituiu pelas ligas de cobre, níquel e zinco, sem prata. Finalmente, as ligas de ouro passaram a ser as de sua escolha3.

Até o início da década de 1930, a liga de ouro (tipo IV) foi a mais empregada na fabricação de acessórios ortodônticos como fios, ganchos e ligaduras, assim como as bandas e os arcos de irídio-platina. A vantagem das ligas de ouro residia no fato de serem tratadas termicamente, de forma a variar sua rigidez em cerca de 30%, e possuírem excelente resistência à corrosão3.

A chegada do aço

Após a primeira guerra mundial a invasão do aço na indústria contaminou também a ortodontia, que passou a utilizá-lo como rotina. Os aços inoxidáveis foram introduzidos na Ortodontia em 1929, com prdução pela empresa alemã Krupp e vendas pela empresa americana Renfert Company 3

No Congresso Americano de 1931, Norris Taylor e George Paffenbarger introduziram o aço como substituto ao ouro, alegando possuir maior resiliência e menor possibilidade de rompimento sob tensão. Em 1933, o fundador da empresa Rocky Mountain, Archie Brusse, sugeriu o primeiro sistema de aplicação clínica do aço inoxidável em Ortodontia, durante o encontro da Sociedade Americana, na cidade de Oklahoma. A partir de então, a rivalidade entre o ouro e o aço se iniciou formalmente. Fatores econômicos, indubitavelmente, influenciaram, em todo o mundo, para a vasta aceitação do aço em relação ao ouro3.

No Brasil, o aço inoxidável passou a ser utilizado para acessórios ortodônticos no final da década de 40. Até essa época, os aparelhos ortodônticos fixos eram ainda confeccionados em ouro. 

Cirurgiã- Dentista, Especialista em Ortodontia

Professora e Digital Influencer

Membro da Comissão de Mídias Digitais e Sociais em Odontologia do CROSP

Compartilhando conhecimento e o amor pela profissão nas mídias.

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