Instrumentais – Quem cuida sempre tem

Dentista de Sucesso

Cada vez que a lista de material chega nas mãos dos estudantes o coração acelera e muitas dúvidas surgem, especialmente no que diz respeito ao preço dos instrumentais. Cada disciplina exige um tipo de instrumento, muitas vezes de marcas específicas.

Atualmente a compra de materiais ficou mais fácil em virtude de lojas virtuais que entregam em todo o Brasil, com condições muito interessantes para a aquisição da preciosa lista de material. Pensando nisso, programas específicos para atender as necessidades dos estudantes, como o da Dental Speed, foram desenvolvidos!

Porém, dentre as inúmeras opções disponíveis surgem questões como: vale a pena investir nos materiais mais caros? Eles serão utilizados depois de formado?

Algumas dicas para os estudantes podem ajudar:

  • Materiais de corte, que entram em contato com a chama lamparina, muito pedidos nas listas de Prótese e Oclusão/Escultura, não precisam ser dos mais caros, pois o fogo prejudica o corte dos instrumentais.
  • Invista em bons cabos para espelho, pois o espelho em si sempre será trocado. Conforme são esterilizados, eles escurecem. Não vale investir em espelhos bucais caríssimos, exceto nos casos de espelhos com iluminação.
  • Os grampos para isolamento precisam ser resistentes para que sejam abertos e colocados em posição na boca do paciente. Já imaginou se eles quebram? Vale investir!
  • As espátulas de resina mais finas e delicadas, para trabalhos minuciosos, são caras, mas valem o investimento! Geralmente de titânio, impedem que o material grude e facilitam a manipulação dos compósitos.
  • Separar o material de acordo com a especialidade facilita na hora do atendimento. Eu, como clínica geral, monto meus kits com espelho clínico, pinça clínica, sonda exploradora e espátula de resina, os instrumentais que eu mais uso durante meus atendimentos. Carpules, limas e brocas são esterilizadas separadamente.
  • Lavar o material e secá-lo muito bem antes de embalá-los faz com que conserve o instrumento e evite escurecimento, assim como a utilização de soluções específicas para desinfecção após o uso, que previnem a oxidação do metal e prolongam a vida útil.
  • Datar as embalagens para controle após a esterilização e checar se elas estão bem seladas.
  • Sempre verificar a regulagem da autoclave para que não se corra o risco de queimar os instrumentais.

Aprendam a cuidar com carinho do material, estejam atentos às novidades em relação à conservação deles! Alguns materiais valem o investimento e outros não precisam ser tão caros! Mas o que precisa ser aprendido é: quem cuida sempre tem.

*Juliana Lemes é graduada pela UNESP-SJC, atua em clínica geral e estética dental. Dentista 10h por dia, “escritora” nas horas vagas e “maquiadora” de vez em quando – das resinas, dos clareamentos, dos sorrisos e dos pincéis!

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