Outubro Rosa

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Estava no restaurante almoçando e percebi muitas meninas bonitas e jovens, no auge dos seus 20 e poucos anos, reunidas celebrando “a vida”. Dentre elas, uma morena alta, com um lenço de seda amarrado na cabeça. Elas tentavam tirar uma Self, mas como a mesa era grande eu me ofereci para fotografá-las e notei que todas tentavam estar o mais perto possível da morena.

Tentei ser o mais discreta possível ao prestar atenção na conversa das meninas. Ouvia palavras jogadas: cabelo, salão, corte, remédios… Nem precisei de muito mais para fechar: a morena bonita estava enfrentando o câncer.

A comoção era tanta que logo vi notícias sobre ela nas redes sociais. Jovem, 31 anos, diagnosticada com câncer de mama em estágio avançado. De acordo com ela mesma, uma jovem, com planos de trabalhar fora do país, casamento marcado, que descobriu o tumor num check up que fez para essa viagem. Há muito tempo o câncer de mama deixou de ser uma doença exclusiva de mulheres com mais idade, e essa menina está aí pra provar isso.

Certamente essa história é familiar pra você e infelizmente ela é a realidade de muitas mulheres no Brasil. Estatisticamente, o câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum no nosso país e, a cada ano, a doença se manifesta mais precocemente nas mulheres. O grande número de diagnósticos faz com que o câncer de mama seja considerado um problema de saúde pública, sendo oneroso devido aos custos de prevenção, diagnóstico e tratamento.

É nosso papel, como Dentistas, auxiliar o paciente submetido aos tratamentos quimio e/ou radioterápicos, já que grande parte dos portadores de câncer, cerca de 40%, apresentam manifestações bucais que limitam as funções mastigatórias e diminuem sua qualidade de vida.

As mais frequentes são:

– Mucosite: inflamação e ulceração da mucosa bucal, que se inicia de 3 a 7 dias após o início do tratamento de quimioterapia. Nesse quadro, o paciente relata queimação e sensibilidade a alimentos condimentados e quentes.

– Xerostomia: diminuição do fluxo salivar e alteração das propriedades salivares, que influenciam no paladar, deglutição, fala e aparecimento de lesões cariosas.

– Candidíase Oral: ocorrem pela imunossupressão do paciente e podem ocorrer na boca ou no trato gastroesofágico. A baixa de imunidade também pode favorecer infecções pelo vírus do herpes simples ou herpes zoster.

Cabe ao profissional de Odontologia a interação com o tratamento médico e nutricional do paciente com câncer. O tratamento preventivo, o diagnóstico de lesões de cárie, prescrição de medicamentos que aliviem os sintomas bucais bem como escovas e dentifrícios corretos para manutenção da saúde bucal.

Mas de tudo, a necessidade de conscientização das mulheres sobre a necessidade do auto cuidado! Perceber, através do autoexame das mamas, qualquer alteração de cor, textura e tamanho dos seios ou em baixo das axilas. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são grandes.

Graças as redes sociais as informações sobre a doença e o compartilhamento de experiências e relatos estão ao alcance dos dedos.

Informe-se, cuide-se e motive outras mulheres a fazer o mesmo!

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