O alto risco da Hepatite na Odontologia

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Você já se informou de verdade sobre o alto risco da Hepatite na Odontologia? Dia 28 de Julho é o dia da luta contra a Hepatite. O Dentista é apontado como um profissional com alto risco por conta das especialidades cirúrgicas dentro da Odontologia.

A transmissão pode ocorrer  de duas formas. Sendo elas, contato direto (paciente para profissional e vice-versa) ou contato indireto (Paciente para paciente por material contaminado).

O vírus afeta primeiramente o fígado e possui 5 principais classificações: A, B, C, D e E.  A Hepatite é considerada a doença viral de maior risco para a saúde bucal entretanto, muitos pensam que o sangue é o único causador. Por isso, devemos levar em conta a presença do VHB (Vírus da Hepatite B) também na saliva e fluido gengival. Inclusive, a hepatite B é apontada como a maior causa de mortalidade em consultórios.

fonte: pontobiologia

Devido ao risco, é necessário seguir severamente as medidas de biossegurança. Além da utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sugere-se o cuidado reforçado no uso de equipamento pontiagudos ou perfurocortantes. Segundo pesquisa:

“O risco de aquisição do VHB por meio de acidente perfurocortante com sangue sabidamente contaminado varia de 6 a 30% Sendo que uma quantidade ínfima de sangue contaminado (0,0001 ml) é suficiente para a transmissão do vírus. Em acidente perfurocortante envolvendo sangue de fonte desconhecida, o risco de aquisição do VHB é 57 vezes superior. Quando comparado ao HIV, e o risco de vir a óbito é 1,7 vezes superior para o VHB, apesar da característica letal do HIV. O VHB resiste até uma semana em superfície seca. O soro perde a infectividade quando submetido à fervura por 2 minutos, ao calor seco (160°C por uma hora) ou a autoclave a 121°C por 20 minutos.”

Apesar do assunto ser popular, é sempre bom relembrar as formas de proteção, afim de prevenir a existência da Hepatite na Odontologia:

  • Vacinação contra o VHB
  • Manutenção de autoclaves
  • Instrumentais perfeitamente higienizados
  • Atualizar histórico do paciente para identificar se algum possui Hepatite
  • Desinfecção constante das superfícies do consultório

Em caso de atendimento à pacientes com Hepatite, é principalmente importante avaliar a suscetibilidade à infecção e hemorragia e a relação do seu organismo com medicamentos. Além disso, efetuar uma anamnese com foco na doença, descrevendo a situação atual da mesma. Assim como testes de coagulação também são indicados nesses casos.

Por isso, todo dentista deve ir além de suas especialidades para atender as necessidades de cada paciente. Gestantes, idosos pacientes gastroplastizados, pacientes com diabetes, hepatites, câncer, anemia ou qualquer outro fator que possa interferir durante um tratamento devem ser tratados com atenção e conhecimento.

Até a próxima!

Fonte: Portal Educação; Ponto Biologia e Revista Brasileira de Odontologia.

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