Vivemos um momento crítico da pandemia da COVID-19. E na maior parte do país, o atendimento odontológico eletivo foi suspenso, sendo permitido apenas o atendimento de emergências e urgências.

Pois, apesar de não estarem na linha de frente na batalha contra a doença, os cirurgiões dentistas são um dos profissionais mais propensos a contrair o vírus, devido a proximidade com paciente e por utilizarem aparelhos que produzem aerossóis, espalhando gotículas de saliva e até mesmo sangue em um raio de até 2 metros.

Considerando esses aspectos, é de grande importância que os cirurgiões dentistas conheçam quais os casos se enquadram nas emergências e urgências odontológicas.

Emergências

Define-se emergências como situações críticas, as quais potencializam o risco de morte.

Na odontologia, quando comparadas às urgências, os casos de emergências são menos frequentes e segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO) englobam as seguintes situações:

  • Sangramentos não controlados;
  • Celulite ou infecções bacterianas difusas, com aumento de volume (edema) de localização intra ou extraoral, e potencial risco de com- prometimento das vias aéreas;
  • Traumatismo envolvendo os ossos da face, com potencial comprometimento das vias aéreas.

Urgências

As urgências são definidas como situações de desconforto, as quais determinam prioridade no atendimento, mas não potencializam risco de morte.

Estes casos são muito comuns na odontologia, principalmente as situações que afetam a polpa dentária e podem provocar dor intensa, entre outras:

  • Pulpite – dor aguda decorrente da inflamação da polpa;
  • Pericoronarite ou dor relacionada a processos infecciosos envolvendo os terceiros molares retidos;
  • Alveolite pós-operatória, controle ou aplicação medicamentosa local;
  • Remoção de suturas;
  • Abscessos (dentário ou periodontal) ou infecção bacteriana, resultando em dor localizada e edema;
  • Fratura de dente, resultando em dor ou causando trauma do tecido mole bucal;
  • Tratamento odontológico necessário prévio à procedimento médico crítico;
  • Cimentação ou fixação de coroas ou próteses fixas se a restauração provisória ou definitiva estiver solta, perdida, quebrada ou estiver causando dor e/ou inflamação gengival;
  • Biópsia de alterações anormais dos tecidos bucais;
  • Ajuste ou reparo de próteses removíveis que estejam causando dor ou com a função mastigatória comprometida;
  • Finalização ou troca para medicação intracanal com hidróxido de cálcio e selamento eficaz com material resistente à mastigação para tratamentos endodônticos já iniciados, evitando dessa forma que o prognóstico seja desfavorável;
  • Cáries extensas ou restaurações com problemas que estejam causando dor;
  • Necroses orais com dor e presença de secreção purulenta;
  • Ajuste, troca ou remoção do arco ou dispositivo ortodôntico que estiver ulcerando a mucosa bucal;
  • Mucosites orais com indicação de tratamento com laserterapia;
  • Trauma dentário com avulsão ou luxação.

 

Cuidados Especiais

É importante destacar, que conforme já sugerido pelo CFO e pelos conselhos regionais, o atendimento à urgência e emergência odontológica deverá ocorrer em espaços individualizados (um atendimento por vez), evitando-se assim a transmissão de microorganismos por meio de compartilhamento de espaços.

Além disso, os padrões de biossegurança devem ser utilizados para todos os pacientes, assumindo que qualquer pessoa está potencialmente infectada. Dessa forma, as medidas de biossegurança devem ser rigorosamente seguidas pelos profissionais da odontologia.

Se você gostou desse texto e quer ter em mãos a lista dos procedimentos odontológicos que podem ser realizados nesse período de pandemia, salve a tabela abaixo:

tabela com urgências e emergências

Até a próxima!

 

 

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