No Dia Internacional da Mulher, quero falar sobre a nossa presença na Odontologia e como nossa história começou a ser escrita.

Na verdade, parabenizar cada uma que contribui com a pesquisa, excelência e promoção de saúde na nossa profissão.

Ainda temos uma participação relativamente pequena em eventos científicos, em cargos de destaque nos Conselhos Estaduais e Federal de Odontologia e na grade científica dos Congressos no mundo inteiro.

A presença masculina é muito mais efetiva do que a nossa e não era para ser, já que estamos em maior número que os homens nas estatísticas da Odontologia no Brasil.

O ingresso da primeira mulher num curso de Odontologia ocorreu por “acaso”.

Na verdade, Lucy Beaman Hobbs Taylor (1833-1910) queria cursar medicina em Ohio, mas, foi impedida pela faculdade e lhe sugeriram o curso de Odonto.

Começou a trabalhar com um dentista, que era diretor da Universidade e, após mais uma tentativa, foi recusada pela faculdade de Odontologia.

Aí, creio eu que como a maioria das mulheres, ela deu um grito em casa e disse: QUERO VER QUEM MANDA EM MIM (gente, isso é brincadeira tá?) e decidiu abrir o próprio consultório, sem formação na área, pois na época isso era permitido.

Lucy foi a primeira mulher a se formar Dentista nos EUA, ensinou o marido o que aprendeu e juntos eles trabalharam por muitos anos!

No Brasil ainda existem muitas mulheres como Lucy, que são impedidas de exercerem as atividades que querem, seja na Odontologia ou não.

Muitas ainda sofrem com a discriminação pelo simples fato de serem mulheres, por ganharem menos que os homens e por acumularem funções em suas casas e trabalho, o que dificulta os estudos e progresso profissional. Muitas sofrem agressões físicas e psicológicas por quererem ser alguém na vida e, ultimamente, muitas morrem de formas brutais.

Nossa realidade é marcada por muita luta e por muita dor. Por isso, eu venho incentivar cada uma a batalhar e ser o que quiser! De Dentista a piloto de avião, podemos ser o que quisermos!

Feliz Dia a todas!

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