O alto risco da Hepatite na Odontologia

Biossegurança

Você já se informou de verdade sobre o alto risco da Hepatite na Odontologia? Dia 28 de Julho é o dia da luta contra a Hepatite. O Dentista é apontado como um profissional com alto risco por conta das especialidades cirúrgicas dentro da Odontologia, como a Implantodontia, Endodontia e Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, entre outras.

Por isso, confira mais informações sobre essa doença!

O que é Hepatite?

Segundo o Ministério da Saúde, a hepatite é uma doença viral e um grave problema de saúde pública no mundo todo. A doença ocorre por meio da transmissão de um vírus que provoca uma inflamação no fígado e pode causar alterações leves, moderadas ou graves. No Brasil, nos últimos 10 anos, foram diagnosticados mais de  42 mil casos de hepatite e na maioria das vezes os infectados são assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas.

Contudo, quando manifestados, o paciente pode vir a ter sintomas variados, veja a seguir:

  • Cansaço;
  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Enjoo;
  • Dor abdominal;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Urina escurecida;
  • Fezes claras;
  • Entre outros.

Como a hepatite é transmitida?

A transmissão pode ocorrer  de duas formas. Sendo elas, contato direto (paciente para profissional e vice-versa) ou contato indireto (Paciente para paciente por material contaminado).

O vírus afeta primeiramente o fígado e possui 5 principais classificações: A, B, C, D e E.  A Hepatite é considerada a doença viral de maior risco para a saúde bucal entretanto, muitos pensam que o sangue é o único causador. Por isso, devemos levar em conta a presença do VHB (Vírus da Hepatite B) também na saliva e fluido gengival. Inclusive, a hepatite B é apontada como a maior causa de mortalidade em consultórios.

fonte: pontobiologia

 

Riscos no consultório odontológico

Devido ao risco, é necessário seguir severamente as medidas de biossegurança. Além da utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sugere-se o cuidado reforçado no uso de equipamento pontiagudos ou perfurocortantes. Segundo pesquisa:

“O risco de aquisição do VHB por meio de acidente perfurocortante com sangue sabidamente contaminado varia de 6 a 30% Sendo que uma quantidade ínfima de sangue contaminado (0,0001 ml) é suficiente para a transmissão do vírus. Em acidente perfurocortante envolvendo sangue de fonte desconhecida, o risco de aquisição do VHB é 57 vezes superior. Quando comparado ao HIV, e o risco de vir a óbito é 1,7 vezes superior para o VHB, apesar da característica letal do HIV. O VHB resiste até uma semana em superfície seca. O soro perde a infectividade quando submetido à fervura por 2 minutos, ao calor seco (160°C por uma hora) ou a autoclave a 121°C por 20 minutos.”

 

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Medidas de prevenção

Apesar do assunto ser popular, é sempre bom relembrar as formas de proteção, afim de prevenir a existência da Hepatite na Odontologia:

  • Vacinação contra o VHB;
  • Manutenção de autoclaves;
  • Instrumentais perfeitamente higienizados;
  • Realizar sempre anamnese questionando histórico de doenças;
  • Desinfecção constante das superfícies do consultório.

Em caso de atendimento à pacientes com Hepatite, é principalmente importante avaliar a suscetibilidade à infecção e hemorragia e a relação do seu organismo com medicamentos. Além disso, efetuar uma anamnese com foco na doença, descrevendo a situação atual da mesma. Assim como testes de coagulação também são indicados nesses casos.

Por isso, todo dentista deve ir além de suas especialidades para atender as necessidades de cada paciente. Gestantes, idosos pacientes gastroplastizados, pacientes com diabetes, hepatites, câncer, anemia ou qualquer outro fator que possa interferir durante um tratamento devem ser tratados com atenção e conhecimento.

Equipe Dental Speed

 

 

Fontes: Portal Educação; Ponto Biologia e Revista Brasileira de Odontologia; Folha Vitoriana

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