Você já atendeu algum paciente com TEA, Transtorno do Espectro Autista? Se sim, sabe o cuidado que esses atendimentos requerem. Se não, você está preparado para receber esses pacientes?

Leia o texto e saiba como se preparar!

O que é TEA?

Primeiramente, entende-se por TEA, o Transtorno do Espectro Autista, que é composto por uma série de condições caracterizadas por desafios com habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal, bem como por forças e diferenças únicas.

Sobretudo, o termo “espectro” refere à uma grande variação nos desafios e pontos fortes possuídos por cada pessoa com autismo, e ainda, existem diversos “tipos” de autismo, causados ​​por diferentes combinações de influências genéticas e ambientais. 

O que é TEA?

Atendimento a pacientes com Transtorno do Espectro Autista

Visto que pacientes com TEA possuem sensibilidade extrema aos estímulos externos, como barulhos diferentes, sons fortes e comportamentos inesperados, muitas vezes, o tratamento odontológico pode exigir várias consultas de adaptação. Ou, até mesmo, um atendimento sob sedação ou anestesia geral em casos mais graves. 

Além disso, é indispensável a criação de um vínculo com o paciente para que ele se sinta mais seguro durante os procedimentos. 

Acima de tudo, e importante manter uma saúde bucal adequada aos pacientes portadores do autismo. Porém, na maioria das vezes estes pacientes se apresentam ao consultório de forma tardia, onde ocorrem reflexos na cavidade oral, como problemas orais de cáries ativas, doenças periodontais, bruxismo, má oclusão. Assim, ocasionará um tratamento odontológico mais cauteloso.

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Técnicas para sucesso no atendimento

Existem diversas técnicas que podem ser utilizadas para alcançar o sucesso nos atendimentos desses pacientes: 

  1. Tente deixar o consultório mais claro possível: assim, você transmite tranquilidade.
  2. Uso de espelhos: fazer com que o paciente sempre mantenha contato visual durante a consulta, pode o deixar mais seguro. 
  3. Técnica da modulação: parentes/amigos do paciente imitam os movimentos, ou então mostram vídeos de atendimentos para que o paciente reproduza com mais facilidade.  
  4. Utilização de música: estes pacientes possuem uma grande afinidade com a música, uma boa estratégia é para tocar no atendimento. É importante nunca trocar a música durante o processo, para que não haja negação da parte do paciente.  
  5. Método TEACCH (Tratamento e educação para crianças autistas e com distúrbios correlacionados à comunicação): utilizar painéis, agendas e quadros que demonstrem claramente a ordem das ações que vão ser desenvolvidas, ajudando também na independência do indivíduo. 
  6. Método PECS (Sistema de Comunicação por figuras): faz com que a criança consiga demonstrar por imagens o que está sentindo/o que quer e o profissional consegue mostrar ao paciente o que irá realizar por meio das figuras.

Confira um episódio especial do Podcast Odonto em Pauta da Dental Speed, onde a Professora Dra. Natália Garcia fala sobre Odontologia inclusiva e o atendimento de pacientes especiais:

Técnicas da Odontopediatra em pacientes com TEA

Importante reforçar que no atendimento odontológico em pacientes com TEA, as técnicas são utilizadas em conjunto com outras que existem na odontopediatria, como: “falar, mostrar, fazer”, reforço positivo, entre outras. 

Afinal, é de extrema importância a criação de um vínculo de confiança entre o profissional e o paciente, bem como com a família deste indivíduo.

Além disso, o profissional precisa estar preparado para este tipo de atendimento, conhecendo alguma técnica de manejo para conduzir da melhor forma e evitar que precise levar o paciente ao atendimento sob anestesia geral.

E o mais importante: todos os pacientes devem ser tratados com respeito, amor e por profissionais que estejam preparados. 

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Referências:

Revista Odontologia , Blog Vittude , Sanarsaude

AMARAL, C.; MALACRIDA, V.; VIDEIRA , F.; PARIZI, A.; OLIVEIRA, A.; STRAIOTO, F. Paciente autista: métodos e estratégias de condicionamento e adaptação para atendimento odontológico. Arch Oral Res, v.8, n.2, p.1 43-51, May./ Aug. 2012.